segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo



o que mais me dói. o que é mais difícil pra mim. não é passar por isso. é difícil. é difícil sim passar por isso. mas o que mais me dói. o que mais me dói é passar por isso sozinha. é não ter alguém pra me dizer que vai dar certo. pra me dizer que eu consigo. eu sei que eu consigo. eu sei que vai dar certo. mas na maioria das vezes. ou quase em todas as vezes. eu não acredito em mim. o mais difícil talvez não seja passar por isso sozinha. o mais difícil talvez seja não deixar que alguém passe por isso comigo. é não ter coragem de pedir ajuda. é não ter coragem de pedir atenção. sendo assim. o não sendo assim. estou aqui. mais uma vez. estou aqui mais uma vez passando por isso sozinha. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

ouvir, dizer, sentir, saber, rezar, sorrir, negar, ficar, partir




e aqui estou eu. aqui estou eu cinco anos depois. cinco anos depois da primeira postagem desse blog. cinco anos depois da primeira postagem desse blog sobre ser sozinha. aqui estou eu. cinco anos depois. ainda aprendendo a ser sozinha. relendo as postagens não posso negar que não tentei. eu sei desde sempre. eu sei desde cinco anos atrás. eu sei que preciso aprender a ser sozinha. mas sei também. agora mais do que há cinco anos atrás. agora mais que semana passada. que o desafio é muito maior do que pensei. e o que o caminho é mais longo do que pensei. e por isso. bem por isso. não posso evitar tropeçar em cada pedra. cada pedra que existe nesse caminho. é como se nesses cinco anos eu estivesse tropeçando em pedras. pedras maiores, pedras menores. pedras do tamanho que eu vejo. pedras do tamanho que vejo hoje. pedras do tamanho que vi ontem. pedras do tamanho que verei amanhã. pedras que num momento pareceram maiores do que eu. pedras que ficaram tão menores do que eu, tempos depois. pedras que enxerguei maiores do que eu. pedras que me impediram de seguir num caminho. pedras que me obrigaram a seguir por outros. as pedras estão aí. cinco anos depois. dez anos depois. vinte anos depois. sempre estarão. e é sozinha. sozinha que vou enxergar o tamanho da pedra. sozinha que vou aprender a seguir meu caminho, apesar da pedra. sozinha que ou aprender a desviar da pedra. ou passar por cima. sozinha. mas hoje. como muitas outras vezes. as pedras parecem tão grandes.  e eu tão pequena. hoje. como muita outras vezes. eu queria que eu alguém me dissesse o tamanho da pedra. que alguém me dissesse por onde ir. pela direita. pela esquerda. por cima. mas hoje. mais do que há cinco anos. eu sei que eu preciso lidar com ela sozinha.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

quando você me quiser rever, já vai me encontrar refeita, pode crer



estou sentindo que chegou a hora. talvez tenha sim chegado a hora. chegado a hora de eu ter coragem de ficar sozinha. de novo. chegado a hora de eu ter coragem de ficar sozinha de novo. chegou a hora de eu voltar a ser sozinha. pelo menos por um tempo. mas de me sentir sozinha. chegou a hora de eu me aceitar sozinha. chegou a hora de ter medo. chegou a hora de chorar. chegou a hora de me "reaceitar". chegou a hora de eu voltar a escrever. porque chegou a hora de ser sozinha.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

já de saída a minha estrada entortou, mas vou até o fim




porque você estava ali, nada disposto a me deixar gostar de você. completamente disposto a sinalizar que as coisas não eram como antes.

sábado, 14 de setembro de 2013

não estou bem certo, que ainda vou sorrir, sem um travo de amargura

por dois anos e dez meses. sim. pelos completos dois anos e dez meses que ficamos juntos. durante todo esse tempo. todo. todo esse tempo. eu fiquei esperando. fiquei esperando esse dia chegar. o dia chegar. o dia que a gente terminaria. o dia em que você terminaria comigo. o dia que terminaria. e agora. depois de todo esse tempo. todo. depois dos completos dois anos e dez meses que ficamos juntos. depois de dois anos e dez meses. nós terminamos. você terminou comigo. e agora. cinco meses depois desses dois anos e dez meses. só agora. agora. cinco meses depois. cinco meses depois eu consegui entender o que eu senti. hoje eu sei o que eu senti depois de dois anos e dez meses esperando o fim chegar. hoje eu sei. demorou. mas hoje eu sei. foi alívio. alívio. sim. alívio. porque fazem cinco meses que durmo bem. fazem cinco meses que não sou ansiosa. fazem cinco meses que não acordo pensando se hoje vai ser o dia do fim. fazem cinco meses que estou aliviada. e feliz.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A gente ria tanto desses nossos desencontros Mas você passou do ponto e agora eu já não sei mais...




é que quanto mais eu penso em me separar de você, mais eu quero correr pra você.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

que não demora pra essa dor sangrar




você errou. você errou não foi só uma vez. não. você errou pelo menos umas sete vezes. umas sete vezes nessa última vez que errou. você errou o suficiente pra me fazer querer vir escrever nesse blog.

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as coisas estão no mundo só que eu preciso aprender